Zé Gonçalves diz que implantação da zona azul em Patos trará prejuízos para donos de motos, pessoas com deficiência,  idosos e comerciantes

O vereador sindicalista Zé Gonçalves (PT), afirmou que votou contra a implantação da zona azul em Patos, justamente por acreditar que a empresa vencedora da licitação iria apenas visar o lucro em detrimento do povo de Patos.
O vereador já lamentou a postura da empresa, onde quer um rodízio de motos de duas em duas horas, onde os trabalhadores e trabalhadoras no comércio estacionam suas motocicletas, terão que sair do trabalho de duas em duas horas para procurar outro local para estacionar, sob pena de serem penalizados, prejudicados.” Isso é um verdadeiro absurdo que devemos combater em Patos. Ora, se esses trabalhadores estacionam no centro e ainda de vez enquanto estão roubando motos, imagina estacionar em locais mais distantes que não sejam próximos aos seus locais de trabalho”, destacou o mesmo.

Outra preocupação de Zé Gonçalves diz respeito as vagas existentes para idosos, pessoas com deficiência que terão que pagar, apesar dessas pessoas terem que vir para o centro em seus carros, pois não tem transporte coletivo, onde, no caso dos idosos não pagariam o bilhete.” O desrespeito aos idosos e pessoas com deficiência já está estampado nessa empresa e isso nos preocupa também”, disse o parlamentar mirim.

No tocante ao número de empregos gerados será o mínimo, se compararmos com a zona azul que funcionou na gestão interina de Lenildo Morais.” A geração de emprego será mínima, pois as máquinas irão substituir esses empregos. O lucro será para a empresa e apenas uma migalha ficará em Patos”, denunciou.

Zé Gonçalves disse por último que é apenas o começo, o início da desgraceira, pois irão também mexer com os comerciantes, tirar os seus espaços para carga e descarga, prejudicar os que tem oficinas de motos e carros, dentre outros.” Imagino aqui as oficinas de motos. Os que fazem serviço de molas na Rua Paulo Mendes. Os que estacionam na Praça Getúlio Vargas para comprar o pão e ir a Caixa Econômica ou tomar um caldo de cana. Todos irão pagar e os espaços serão reduzidos”, destacou o vereador.